TECNOLOGIAS EMERGENTES DE FABRICO ADITIVO: UMA APOSTA INOVADORA NO PROCESSAMENTO DE MATERIAIS NÃO CONVENCIONAIS

15-02-2017
ADIMAQ foi o acrónimo escolhido para o projeto que tem por objetivo o desenvolvimento de um bem de equipamento híbrido que combine as tecnologias de fabrico ADItivo por extrusão e de fabrico subtrativo por MAQuinagem 5-eixos numa unidade única de produção híbrida de grandes dimensões.

O INEGI e as empresas CEI Zipor (promotor líder do ADIMAQ) e FERESPE formam o consórcio deste projeto, que pretende criar um sistema de produção capaz de fabricar meios de produção (moldes, moldações e ferramentas) e modelos em areias de sílica, gesso e/ou resinas termoendurecíveis com eficiências acrescidas em termos de custo, utilização de matérias-primas e exploração de geometrias.

Com o ADIMAQ, o INEGI pretende aprofundar os seus conhecimentos sobre as tecnologias emergentes de fabrico aditivo, bem como despoletar a sua proliferação industrial a nível nacional, à semelhança do que já está a acontecer nos EUA e em alguns países da Europa Central.

O contexto atual tem vindo a denotar uma solicitação cada vez mais premente de séries mais curtas e de componentes mais complexos e de grande dimensão por parte da indústria de moldes, em especial das empresas fornecedoras de peças e componentes em materiais compósitos, materiais metálicos fundidos e materiais cerâmicos. No entanto, a produção destas peças e componentes apresenta elevados tempos de fabrico, elevados custos de produção e levanta diversos desafios no que diz respeito à qualidade e competência para produzir geometrias complexas.

Neste sentido, existe uma necessidade evidente de encontrar uma solução flexível e economicamente viável que se apresente como uma alternativa às tecnologias tradicionais, que permita desenvolver produtos competitivos, de forma rápida, económica e vocacionada para dar resposta às necessidades e inovações do mercado.

Prevê-se que, o conceito híbrido proposto, nomeadamente a combinação num único sistema de tecnologias de adição e subtração de material, seja capaz de contribuir para a sustentabilidade na produção, gerando um aumento do tempo de vida da ferramenta de corte.

Após o primeiro ano do ADIMAQ, o consórcio finalizou o projeto de um equipamento laboratorial de fabric híbrido com 3 eixos interpoláveis e um volume de trabalho de 1500x1000x800 mm que irá suportar todos os testes subsequentes de parametrização de processo.

Foram também já iniciados trabalhos preliminares de fabrico subtrativo de areia, um material muito desafiante face à sua natureza extremamente abrasiva; bem como de deposição de gesso aditivado, cuja formulação foi adaptada para ao fabrico aditivo por extrusão e/ou para o acabamento por maquinagem.

Contemplando um investimento de cerca 1.7 milhões de euros, o projeto prevê um cofinanciamento de cerca de 1 milhão, através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, do Portugal 2020 e Fundos Europeus Estruturais e de Investimento.

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